A alegria musical (Clément Rosset)

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Levando em conta o papel central que tem a jubilação e a experiência musical, aquela, em Nietzsche, sempre ligada a esta, a credibilidade do pensamento nietzscheano aparece como tributária da credibilidade de uma concepção da música, cujo esboço, em certo sentido, já definitivo, O nascimento da tragédia apresenta. Esta concepção se pode ser resumida em duas proposições e recíprocas. Primeira proposição: música significa alegria — a música é alegre por essência. Segunda proposição: inversamente, alegria supõe música — alegria é musical por essência. Não vem ao caso tentar estabelecer a validade universal de semelhantes proposições, fortalecê-las de uma certeza ou verdade qualquer. Pois, manifestamente, as exceções são muitas, a ponto de quebrar a lei delas: muitos espíritos tristes são doidos por música, muitos espíritos alegres a ignoram para sempre. Isso, aliás, não significa que o pensamento nietzscheano encontra aqui um motivo geral de invalidação. É possível, com efeito — e…

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Sobre ruídos e “fruição estática”

Por onde começar?Podemos começar de qualquer ponto. É sempre útil examinar o negativo para poder ver claramente o positivo. O negativo do som musical é o ruído. Ruído é o som indesejável.Ruído é a estática no telefone ou o desembrulhar balas do celofane durante Beethoven.Não há outro meio para defini-lo. Às vezes, a dissonância é … Continue lendo Sobre ruídos e “fruição estática”

Meditação musical

A meditação musical deveria ser o protótipo do pensamento em geral. Por acaso algum filósofo seguiu um motivo até o fundo, até tocar o seu limite e esgotá-lo, tal como faz um Bach ou um Beethoven? O pensamento exaustivo só existe na música. Depois de ler os pensadores mais profundos, sentimos a necessidade de recomeçar … Continue lendo Meditação musical