É preciso aprender a amar – Nietzsche

EIS O QUE SUCEDE conosco na música: primeiro temos que aprender a ouvir uma figura, uma melodia, a detectá-la, distingui-la, isolando-a e demarcando-a como uma vida em si; então é necessário empenho e boa vontade para suportá-la, não obstante sua estranheza, usar de paciência com seu olhar e sua expressão, de brandura c om o … Continue lendo É preciso aprender a amar – Nietzsche

Ney Matogrosso: o Corpo Musical, Metáfora da Alma

Ney Matogrosso na manhã de domingo: estremecimentos angelicais, turbulentas sensações, palpitações, comoção exterior ao universo. “Pedra de rio”: pensa numa música supremamente triste, linda de morrer… Experiência indescritível a cada vez que a ela retorno. Música arquetípica, heraclítica, fundadora como o Mito. Nela, coincidimos com as origens e os fins. Ney Matogrosso, metáfora da alma. Na Música, tudo é … Continue lendo Ney Matogrosso: o Corpo Musical, Metáfora da Alma

Êxtase musical (Emil Cioran)

ÊXTASE MUSICAL. Sinto que perco matéria, que caem minhas resistências físicas e que me dissolvo em harmonias e ascensões de melodias interiores. Uma sensação difusa e um sentimento inefável me reduzem a uma indeterminada soma de vibrações, de ressonâncias íntimas e de envolventes sonoridades.https://www.youtube.com/watch?v=SDEH01DnFtg Tudo o que acreditei ter em mim de singular, isolado em … Continue lendo Êxtase musical (Emil Cioran)

“Dancing with Nietzsche” – Jack Maden

PHILOSOPHY BREAK, October 2018 ou may or may not be familiar with the below quotation. It bounds across the internet in meme form, usually laid over images of silhouetted people dancing at sunset... or on underground train carriages. "And those who were seen dancing were thought to be insane by those who could not hear … Continue lendo “Dancing with Nietzsche” – Jack Maden

“Em nome do medo” (Moonspell)

Uma bela e pesada faixa da banda portuguesa Moonspell. Metal simples, muito bem composto e tocado, sem virtuose nem afetações (do jeito que eu gosto). A propósito, eles têm um álbum intitulado 1755 (2017), em referência ao ano do terrível terremoto (seguido por um tsunami) que destruiu Lisboa quase por completo. O terremoto de 1755 provocou dois … Continue lendo “Em nome do medo” (Moonspell)

A alegria musical (Clément Rosset)

Portal E.M. CIORAN 🇧🇷

Levando em conta o papel central que tem a jubilação e a experiência musical, aquela, em Nietzsche, sempre ligada a esta, a credibilidade do pensamento nietzscheano aparece como tributária da credibilidade de uma concepção da música, cujo esboço, em certo sentido, já definitivo, O nascimento da tragédia apresenta. Esta concepção se pode ser resumida em duas proposições e recíprocas. Primeira proposição: música significa alegria — a música é alegre por essência. Segunda proposição: inversamente, alegria supõe música — alegria é musical por essência. Não vem ao caso tentar estabelecer a validade universal de semelhantes proposições, fortalecê-las de uma certeza ou verdade qualquer. Pois, manifestamente, as exceções são muitas, a ponto de quebrar a lei delas: muitos espíritos tristes são doidos por música, muitos espíritos alegres a ignoram para sempre. Isso, aliás, não significa que o pensamento nietzscheano encontra aqui um motivo geral de invalidação. É possível, com efeito — e…

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