É preciso aprender a amar – Nietzsche

EIS O QUE SUCEDE conosco na música: primeiro temos que aprender a ouvir uma figura, uma melodia, a detectá-la, distingui-la, isolando-a e demarcando-a como uma vida em si; então é necessário empenho e boa vontade para suportá-la, não obstante sua estranheza, usar de paciência com seu olhar e sua expressão, de brandura c om o... Continuar Lendo →

Ney Matogrosso: o Corpo Musical, Metáfora da Alma

Ney Matogrosso na manhã de domingo: estremecimentos angelicais, turbulentas sensações, palpitações, comoção exterior ao universo. “Pedra de rio”: pensa numa música supremamente triste, linda de morrer… Experiência indescritível a cada vez que a ela retorno. Música arquetípica, heraclítica, fundadora como o Mito. Nela, coincidimos com as origens e os fins. Ney Matogrosso, metáfora da alma. Na Música, tudo é... Continuar Lendo →

“Em nome do medo” (Moonspell)

Uma bela e pesada faixa da banda portuguesa Moonspell. Metal simples, muito bem composto e tocado, sem virtuose nem afetações (do jeito que eu gosto). A propósito, eles têm um álbum intitulado 1755 (2017), em referência ao ano do terrível terremoto (seguido por um tsunami) que destruiu Lisboa quase por completo. O terremoto de 1755 provocou dois... Continuar Lendo →

A alegria musical (Clément Rosset)

Portal E.M. CIORAN 🇧🇷

Levando em conta o papel central que tem a jubilação e a experiência musical, aquela, em Nietzsche, sempre ligada a esta, a credibilidade do pensamento nietzscheano aparece como tributária da credibilidade de uma concepção da música, cujo esboço, em certo sentido, já definitivo, O nascimento da tragédia apresenta. Esta concepção se pode ser resumida em duas proposições e recíprocas. Primeira proposição: música significa alegria — a música é alegre por essência. Segunda proposição: inversamente, alegria supõe música — alegria é musical por essência. Não vem ao caso tentar estabelecer a validade universal de semelhantes proposições, fortalecê-las de uma certeza ou verdade qualquer. Pois, manifestamente, as exceções são muitas, a ponto de quebrar a lei delas: muitos espíritos tristes são doidos por música, muitos espíritos alegres a ignoram para sempre. Isso, aliás, não significa que o pensamento nietzscheano encontra aqui um motivo geral de invalidação. É possível, com efeito — e…

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Mousikén poien kai ergakon

É digno de nota que, no início do diálogo Fédon, de Platão, cujo tema é a imortalidade da alma, Sócrates mencione suas mais recentes composições poéticas e musicais, inspiradas por sonhos recorrentes que ele vinha tendo, nos quais era instado a compor e a tocar música: “Sócrates", ouvia ele no sonho, "compõe música e a... Continuar Lendo →

Ouvido musical (William James)

Ninguém pode tornar claro para outrem que nunca tenha tido um certo sentimento, em que consiste a sua qualidade ou o seu valor. É preciso ter ouvidos musicais para saber o valor de uma sinfonia; é preciso ter estado apaixonado para entender o estado de espírito de um amante. Na falta do coração ou do... Continuar Lendo →

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