A Reading of Leonard Cohen’s “The Future” – Heidi Hochenedel

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THE LEONARD COHEN FILES

In his 1992 album The Future, poet and musician Leonard Cohen combines images, both sacred and profane, to reveal a stunning vision of the apocalypse and the means to salvation. Although Cohen is a Jewish student of Buddhism, he frequently uses Christian mythology in his writing. The purpose of this essay is to read closely the first song on this album, “The Future,” in order to uncover a somewhat coherent vision of the apocalypse. We shall see that although Cohen describes the apocalypse from a Judeo-Christian perspective, he also incorporates the Buddhist concept of Nirvana in this song.

Give me back my broken night
my mirrored room, my secret life
it’s lonely here there’s no one left to torture
Give me absolute control
over every living soul
And lie beside me baby, that’s an order!

The first two lines in this stanza demand both suffering and…

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“Nossa última perda, a Música” (Emil Cioran)

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Só amam a música aqueles que sofrem por causa da vida. A paixão musical substitui todas as formas de vida que não foram vividas e compensa no plano da experiência íntima as satisfações encerradas no círculo dos valores vitais. Quando se sofre vivendo, a necessidade de um mundo novo, distinto do que vivemos habitualmente, nasce de forma imperiosa para não diluir-nos em um vazio interior. E esse mundo só a música pode trazê-lo. Todas as outras artes descobrem novas visões, configurações ou formas novas; somente a música traz um novo mundo. As obras mais importantes da pintura, por maior que seja o enlevo que te produza sua contemplação, te obrigam a fazer comparações com o mundo de todos os dias e, por conseguinte, não te oferecem a possibilidade de entrar em um mundo absolutamente distinto. Em todas as outras artes, tudo está próximo, mas não tanto que se torne uma…

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